segunda-feira, 28 de novembro de 2011

A Verdade e João Alves; Delírio e Arrogância Por Cláudio Nunes !!! Quem é João Chapéu de Couro!!!

Delírio e arrogância
O blog publica hoje para reflexão dos leitores o artigo do jornalista Gilvan Manoel, editor geral do Jornal do Dia, publicado no último domingo, 20:


Em 1981 do século passado, véspera das primeiras eleições diretas para os governos estaduais ainda em plena ditadura, o então ex-prefeito biônico da Arena João Alves Filho participou da aventura liderada em nível nacional pelo ex-presidente Tancredo Neves e, em Sergipe, pelo então senador Gilvan Rocha, para a fundação do partido popular (PP). Numa grande festa realizada em um daqueles antigos casarões na Avenida Ivo do Prado, João fez promessas para todos os lados. Meses depois, diante da inviabilidade de transformar o PP em um partido competitivo nacionalmente, Tancredo desistiu da aventura e voltou a se abrigar no PMDB, da mesma forma que Gilvan Rocha.

Em 1982, quando todo mundo estava na expectativa de que João Alves se apresentaria como candidato das forças populares pelo PMDB, eis que ele cede às facilidades oferecidas pelos militares e retorna ao PDS, sucedâneo da Arena, e que continuava como sustentáculo da ditadura militar. João não teve coragem de enfrentar um candidato que fosse apoiado pelo então governador Augusto Franco.

“João é hoje um dos poucos coronéis da política que serviram a ditadura e ainda conseguiu algum espaço político”

Interessado em não ter adversários na disputa pelo Senado, Albano Franco não teve dificuldades em cooptar João, sacrificar o então prefeito Antonio Carlos Valadares e convenceu o pai a indicá-lo candidato a governador. A Gilvan Rocha, que teve uma honrada vida pessoal e política, não sobrou alternativas senão disputar o governo pelo PMDB para não inviabilizar de vezo projeto do partido em Sergipe.

Depois de eleito, João traiu os Franco, conseguiu numa aliança com o então prefeito Jackson Barreto, eleger Valadares governador em 1986, derrotando o favorito José Carlos Teixeira, que tinha o apoio dos Franco, para voltar ao governo em 1990 na mesma dobradinha com Albano.

É uma ladainha sem fim, mas mostra a falta de retidão política de João Alves Filho. Da mesma forma, aliás, que boa parte dos políticos sergipanos. João é hoje um dos poucos coronéis da política que serviram a ditadura e ainda conseguiu algum espaço político. O DEM, antiga Arena, PDS e PFL, está se acabando no País inteiro, inclusive em Sergipe, mesmo com toda sua arrogância. Vide a briga para tomar o PSDB de Albano, Nem ele mesmo acredita que seu partido possa ter fôlego para sozinho enfrentar uma campanha eleitoral, mesmo se apresentando como favorito.

A única eleição que João Alves Filho entrou sem a condição de favorito foi a de 1998, quando Albano era governador, rompeu a aliança com o PFL e se juntou a Jackson, no PMDB. Fora essas, ele sempre cantou de galo, humilhou adversários, a exemplo de 2002 quando teve que enfrentar um surpreendente segundo turno, e principalmente em 2006 quando foi fragorosamente derrotado por Marcelo Déda, ainda no primeiro turno, mesmo usando escancaradamente a máquina administrativa e tentando desqualificar o adversário. O feito se repetiu em 2010, apesar da sua vitória em Aracaju.

“João Alves acha que já ganhou a Prefeitura de Aracaju, não precisa de alianças e que no desenrolar da campanha todo mundo vai se somar a sua candidatura para não perder espaços”

O resultado na capital fez com que o ex-governador voltasse a arrotar toda sua arrogância, humilhar adversários, desprezar aliados leais e traçar uma chapa fechada – Machado como o vice- um ano antes do inicio do processo eleitoral propriamente dito. Vem perdendo aliados importantes, a exemplo são deputado federal Almeida Lima e do PPS que no pleito passado apresentou Nilson Lima como candidato a vice-governador.

João Alves acha que já ganhou a Prefeitura de Aracaju, não precisa de alianças e que no desenrolar da campanha todo mundo vai se somar a sua candidatura para não perder espaços. É mais um delírio, como já vem mostrando suas inserções do DEM na TV. Se apresenta como o único qualificado, quando na verdade apresenta idéias postas em pratica na gestão como prefeito biônico, quando não precisava de votos e não prestava contas a sociedade e Aracaju tinha a metade do atual numero de habitantes.

Agora é diferente. Esse João é muito antigo, não em função da idade avançada, mas das idéias ultrapassadas, da arrogância, da falta de transparência, do discurso velho e centralizados.

Por fim, uma dúvida: Qual a razão de João Alves ser primeira opção para as disputas pelo DEM sergipano? Machado ou o deputado Mendonça Prado seriam incapazes?

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